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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Violino

Violino Stradivarius do Palácio Real de Madrid

O violino é um instrumento feito em madeira da família do instrumentos de cordas friccionadas. Os primeiros violinos foram concebidos na Italia em meados do século XVI, à partir de alguns instrumentos parecidos produzidos no Oriente Médio. Durante séculos a arte de fabricar violinos de "primeira classe" foi atribuida a três famílias: Amati, Guarneri e Stradivarius.
O desenho do violino permaneceu inalterado exceto o cavalete que ficou mais alto, o braço mais inclinado e também a espessura das cordas.
Os violinos Stradivarius são os mais caros do mundo, sendo fabricados mais de mil instrumentos dessa marca incluindo violoncelos, violas e contra-baixos, pelo mestre Antonio Stradivari.
 As cordas do violino são: Mi, La, Re e Sol (debaixo pra cima). Diferentemente do Violão e da Viola da Gamba, entre outros, o violino não é um intrumento temperado tornando-se assim mais complexo seu apredizado e sua execução.
NOMENCLATURA:
Detalhes: O breu é para ser friccionado nas crinas do arco para melhorar o atrito deste com as cordas.
               A espaleira é colocada na tampa de trás do instrumento para melhor acomodação do instrumento.
               O cavalete do violino, diferentemente do violão, não é fixo.
               O espelho é a região onde localiza-se a escala do instrumento.
               As volutas nos séc. XVI, XVII e XVIII eram adornadas em formato de cabeças, muitas vezes de dragões. Atualmente é muito usado o formato de rolo.

Como todos os outros instrumentos de cordas, os violinos são fabricados por Luthiers. Quem executa este intrumento é chamado de violinista, uma grande violinista na atualidade é a virtuose Sarah Chang.

 Um vídeo de Sarah Chang interpretando essa belíssima composição de Antonio Vivaldi - Four Seansons (As Quatro Estações).

terça-feira, 3 de abril de 2012

Falsete e Voz de Cabeça, o que são e qual a diferença?

A maioria dos cantores amadores tem uma dificuldade imensa em distinguir Voz de peito, Voz de cabeça e o Falsete, sendo que muitos destes cantores não sabem nem mesmo o que são esses registros.
Antes de tudo, é importante que falemos sobre a voz de peito antes de descrevermos a voz de cabeça e o falsete. A voz de peito é a voz que usamos para falar, o seu formante (região de ressonância da voz, ou seja, região onde se "forma" a voz) se encontra justamente na região do peito, por isso o nome voz de peito. Sugiro que coloque uma das mãos sobre a região peitoral e fale alguma coisa como,por exemplo, seu próprio nome. Observe que foi possível sentir o seu peito "vibrar" enquanto você pronunciava seu nome, isso foi você sentindo o formante da voz de peito. No canto esse tipo de recurso, é mais usado no registro grave, médio e numa pequena parcela do registro agudo.
Sabendo disso vamos à uma pequena e leiga aula de Fisiologia dos músculos vocais enquanto esmiuçamos a diferença entre voz de cabeça e falsete. A discussão sobre voz de cabeça e falsete envolve uma pequena consideração sobre fonação vocal. A ressonância tem efeitos em TODAS as áreas do canto, portanto não seria diferente nesse caso, sendo assim as diferenças básicas entre falsete e voz de cabeça são de fonação.
Atualmente a definição de falsete é a de produção do som quando os músculos vocais Tireoaritenóideos (um músculo da laringe por onde passa o ar) não estão ativos e estão intensamente alongados pela ação dos músculos Cricotireóideos, portanto com todo esse ar passando nas cordas vocais e ela totalmente alongada, o som será produzido por esse fluxo aéreo sobre as bordas finas dos Tireoaritenóideos, mas se com o tempo esses músculos tireoaritenóideos começarem a resistir à esse intenso alongamento deles mesmos, eles começarão fornecer resistência sobre a ação dos  cricotireóideos e o mecanismo vocal começa a entrar na voz de cabeça.
O falsete é fraco em frequência (volume) e o cantor não terá uma noção certa do formante (aquela região de ressonância que foi citada na voz de peito) referente a esse registro. É também um som bem afeminado independentemente se for um homem que esteja a executá-lo. Utilizando o falsete o cantor poderá alcançar notas além da sua extensão vocal. E ainda é importante lembrar que falsete, ao contrário do que muitos pensam, não é sinônimo de incapacidade e sim de tecnica vocal.
A voz de cabeça, ao contrário do falsete, produz bastante frequência, mas nem tanto quanto a voz de peito. Também produz um formante expressivo na região craniana do cantor. Existe uma distinção na pressão respiratória desses dois registro e um cantor homem pode sentir essa diferença com bastante clareza. Ao contrário do falsete um cantor nunca alcançará notas fora da sua extensão vocal utilizando a voz de cabeça. A voz de cabeça será sempre mais suave e aveludada que a voz de peito. É utilizada normalmente no registro agudo, mas também poderá ser usada no registro grave se for estudada pelo cantor.



 Boa tarde!

terça-feira, 20 de março de 2012

Extensão vs Tessitura

Em vários momentos citei neste espaço as palavras  EXTENSÃO e TESSITURA, mas sei bem que muitos não sabem a distinção entre essas duas palavras.
Pois bem, afim de que fique esclarecido a todos irei contribuir o máximo possível para que Extensão e Tessitura sejam compreendidas por vocês, caros leitores e amigos.

Sem mais delongas, vamos ao que interessa. A TESSITURA VOCAL refere-se ao conjunto de notas que uma pessoa consegue cantar sem esforços e com uma cor brilhante, ou seja, com qualidade. Exatamente por isso, a tessitura abrange menos notas que a extensão. A Tessitura de um determinado timbre será sempre a mesma para todos que possuirem esse timbre. Exemplificando: A tessitura do Tenor-ligeiro é Do2-Re4, portanto todos os tenores ligeiros tem tessitura Do2-Re4.

A EXTENSÃO VOCAL faz menção a todas as notas que uma pessoa consegue cantar, independentemente da qualidade, brilho e precisão de que essas notas são emitidas. Portanto, isso implica que Extensão abrange um maior número de notas frente a tessitura. Ao contrário da Tessitura, a Extensão Vocal varia de pessoa para a pessoa. Vamos tomar por exemplo o mesmo caso do Tenor-ligeiro. Se a Tessitura desse timbre é Do2-Re4 e obrigatoriamente todos os tenores-ligeiros irão possuí-la, a extensão cada um terá a sua, podendo sim em alguns casos coincidirem, mas não copiosamente. Exemplificando: Enquanto a Extensão de um Tenor-ligeiro é de Sol1-Sol4 a de outro Tenor-ligeiro será de Sol1-Mi4.
Basicamente a diferença se dá pelo fato da extensão ser todas as notas fisicamente emitidas pelo cantor, indepentemente da qualidade, e tessitura são as notas emitidas com mais qualidade. Um cantor sempre pode ultrapassar sua tessitura, mas nunca sua extensão.

Boa tarde!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Tipos de Baixo

                                               J.D. Sumner (baixo superprofundo)
O baixo, como dito em máterias anteriores, é o timbre masculino mais grave. Há quatro tipos de baixos e nós iremos detalhar cada um destes:
  • Os baixos:
Baixo Leggero: Entre os baixos é a voz mais aguda e menos pesada. É um timbre muito raro e similar ao baixo-barítono, porém é mais leve e de dicção clara. É um baixo ágil e com agudos mais leves que os demais baixos. Baixos ligeiros normalmente alcançam graves como Fa1/Mi1.
Baixo Cantante: É um timbre típico dos baixos, possui igualdade de timbre nos registros e também é bastante hamônico. Comumente, um baixo cantante alcança Mib1/Re1 (não sendo uma regra, a extensão vocal varia de pessoa para pessoa).
Baixo Profundo: É um dos timbres mais graves do baixo, É um timbre metálico e não tão harmônico quanto o baixo cantante. Seu registro grave é um pouco lúgubre, ou seja, medonho. Um baixo profundo pode alcançar notas como Mi0 entre outras.
Baixo Superprofundo: Esse sim é o timbre mais grave e medonho dos baixos.  É um timbre raríssimo e que está DUAS oitavas abaixo da média. O Superprofundo é como se fosse uma extensão do profundo com um registro grave muito extenso e uma voz um pouco áspera. Um Baixo Superprofundo pode emitir notas como Do0.

Boa tarde!

terça-feira, 6 de março de 2012

Tipos de Barítono

                                                        Thomas Hampson (barítono lírico)

Conforme o prometido irei postar sobre os barítonos, esmiuciando seguindo o mesmo sistema: do timbre mais agudo para o mais grave.
  • Os barítonos:
Barítono Leggero:  Como já foi dito na postagem sobre os tenores Leggeros, a palavra leggero no italiano signfica ligeiro. Portanto, o barítono leggero possui uma grande agilidade nos registros, possui um timbre mais aveludado que os mais graves e uma cor bem mais clara, o barítono leggero também é proprietário de uma grande extensão aguda cantando notas como Si3 ou Do4.
Barítono Lírico: O timbre típico do barítono. É expressivo, ou seja, faz-se notável, seus registros são igualmente timbrados de cor escura e aveludada. Ao contrário do barítono leggero, sua agilidade não natural nem tão pouco expontânea como este, porém é tão, ou até mesmo mais harmônico do que este.
Barítono Alto: É quase um barítono dramático, porém mais intenso e seus agudos mais seguros. Também é bastante expressivo, porém muito metálico o que traz a ele grande "amplidão" sonora e bastante vigor na emissão de suas notas agudas.
Barítono Dramático: É o timbre mais pesado, mais escuro e também mais metálico dos barítonos, seus registros são bastantes igualados com grande amplidão sonora e apoio nos graves. A tessitura de um barítono dramático vai desde o Fa1 ao Sol3.

Ainda fica pendente a matéria sobre os tipos de baixos, mas logo irei postá-la.
Boa noite!

sábado, 3 de março de 2012

Tipos de Tenor

                                                    Luciano Pavarotti (tenor lírico)

Depois de postar uma matéria falando sobre as vozes femininas e masculinas, decidi discorrer um pouco sobre os timbres masculinos. Vamos começar falando dos mais agudos para os mais graves, portanto nessa matéria iremos esmiuciar somente os tenores:

  • Os Tenores: 
Tenor Ligeiro (leggero no italiano): É o timbre mais leve e mais claro dos tenores. Esse tipo de tenor recebe o nome de leggero pela ligeireza em "caminhar" nas notas. Não é muito intenso, porém é o mais ágil e suave.
Tenor Lírico-leggero: É o timbre intermediário que situa-se entre o Leggero e o Lírico. Uma voz agradável de se ouvir e acariciante, também é suave e menos consistente.
Tenor Lírico: É timbre típico do tenor. É apaixonado e expressivo, é aveludado e redondo. Possui uma notável igualdade entre os registros e uma beleza extraordinária nos legatos tornando a emissão mais espontânea.
Tenor Lírico- Spinto: É um tenor Lírico com algumas qualidades do drámatico, porém não é o Tenor Lírico-dramático. É um timbre mais pesado e intenso, embora suas características se aproximem do Tenor Lírico, ele é mais escuro e pesado que este.
Tenor Lírico-dramático: Ele possui as características dos dois timbre, diferentemente do Lírico-spinto que nada mais é que um Tenor Lírico mais pesado e magnificente. O Lírico-dramático é mais escuro e mais pesado que o Lírico-spinto, dando uma impressão de "maturidade".
Tenor Spinto: Trata-se de um tenor robusto como o tenor dramático, porém com uma extensão maior e mais metálico, esse metal se dispõe em toda a sua extensão.
Tenor Dramático: Um timbre  raro, muito intenso e metálico, às vezes um pouco áspero. Uma voz com muito volume e uma grande extensão.

Aguardem mais matérias posteriores sobre barítonos e baixos.
Boa Tarde!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Os timbres, ou naipes.

Como primeiro assunto teórico sobre vozes no blog, nada mais justo que especificar cada naipe e suas extensões. Como iremos falar de um modo geral sobre os timbres, iremos generalizar as extensões, haja vista que as extenções vocais variam de pessoa para pessoa. Vamos começar a discorrer o assunto do naipe mais agudo para o mais grave:
Soprano:  O soprano é o naipe feminino mais agudo e consequentemente, o mais agudo que existe. São os sopranos que cantam as partes mais agudas e normalmente, a melodia principal no canto em coro misto. Sua extensão vai de Sol2 a La5 na música coral. Mas também a maioria dos sopranos podem alcançar notas na escala 6.

Mezzo-soprano: O meio-soprano, ou mezzo-soprano (no italiano), é o naipe mediano das mulheres que muitas das vezes são confundidos com os contraltos por serem mais encorpados que os sopranos e terem mais extensão na região central-grave. Isso geralmente cria um esteriótipo de que os mezzo-sopranos são graves, o que nem sempre é verdade. Os mezzo-sopranos geralmente possuem uma grande extensão vocal, podendo alcançar algumas notas agudas como um soprano. Os Mezzo-sopranos tem tessituras bem particulares, por isso prefiro não generalizar.

Contralto: Particularmente falando, é o timbre feminino mais belo e complexo de ser cantado. É também o naipe feminino mais grave e encorpado do que os demais. O nome contralto surgiu no séc. XX para abreviar o termo original: contratenus altus. A extensão vocal de um contralto pode ir de Re2 a Fa4, (não obrigatóriamente).

Tenor: Tecnicamente, é o timbre masculino mais agudo, como se fosse o soprano masculino. Sua tessitura vocal vai de Do2 a Do4, lembrando que tessitura não é o mesmo que extensão, tessitura é a "zona de conforto" dos timbres. Alguns tenores chamados de "1° tenor" podem alcançar agudos como Fa4, Sol4 e até mesmo La4 (em casos raros). Tenor vem do latim tenere que significa sustentar, pelo fato de que normalmente os tenores tem que sustentar as notas enquanto as outras vozes, ou naipes, mais graves adornam a melodia geralmente com alguns melismas, formando em alguns casos (acidentes) acordes bem harmônicos.

Barítono: É o timbre mediano dos varões, como se fosse o Mezzo-soprano. Para a desalegria de alguns barítonos, esse é o timbre mais comum entre os cantores. É também uma voz bem mais encorpada que o tenor e com mais facilidade de alcançar notas na primeira escala. A sua tessitura vocal fica entre Sol1 a Fa3 ou Sol3.

Baixo: Assim como o contralto, é o timbre que mais me facina. É o naipe mais grave e mais viril entre os homens. Os baixos naturais geralmente tem uma extensão que vai de Do1 a Mi3 ou Fa3, possuindo desigualdade nos registros.
Pelo fato da sonoridade do registro grave ser na região do peito, torna este um timbre imponente e grandioso possuindo uma coloração escura e agradável de se ouvir.

Nos arranjos para coro misto, o timbre Mezzo-soprano "desaparece", induzindo o mezzo-soprano à cantar na região do soprano ou do contralto, dependendo da região de conforto da cantora, ou seja, se ela possui mais conforto na região aguda ou central-grave e também do arranjo musical. O mesmo acontece com o barítono, unindo-se com o tenor ou com o baixo, também dependendo da região que o cantor possui mais facilidade para alcançar as notas.

Espero ter contribuido. Boa noite!